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sábado, 1 de janeiro de 2011

Enfim, 2011!




"Adeus ano velho, feliz ano novo! Que tudo se realize... " E, com fé em Deus, tudo se realizará!
2010 já foi há algumas horas, e apesar de antes de 2011 chegar estar sentindo-me saudosa e com a sensação que minha missão não tinha sido cumprida, hoje 1º de janeiro de 2011, sinto que estou renovada, pronta para mais o desafio de mais um ano inteirinho. Serão mais 364 dias de luta, vitórias, momentos amargos (eles também fazem parte da vida e por incrível que pareça, dão o tempero para ela ser maravilhosa) e realizações (com certeza).
Como uma boa baiana, não pude deixar de fazer alguns rituais que fazem parte, inclusive da nossa cultura, como subir a Colina Sagrada vestida de branco para agradecer todas as maravilhas e desventuras de 2010 mas, sobretudo, para pedir sabedoria, saúde e proteção para todos em 2011, com certeza iremos precisar.

A virada do ano foi fantástica como a muito não era, já que estava cercada de amigos queridos e da família. Entrei 2011 de forma vibrante e cheia de energia! Despi-me de todos os preconceitos e fui virar o ano junto das pessoas, dos conterrâneos e turistas, sentindo o calor humano. Me joguei no Farol da Barra, no reveillon da alegria para ver de perto o espetáculos dos fogos por 16 minutos ininterruptos no farol. O governo do Estado juntamente com a Prefeitura de Salvador estão de Parabéns por proporcionarem a população um reveillon de qualidade, com grandes atrações, com forte esquema de segurança. Tudo muito organizado. #ficaadica.

E, nas primeiras horas de 2011, todos os meios de comunicação, anunciavam um dia histórico: A posse da nossa primeira presidente mulher, ou melhor, a nossa Presidenta (como ela prefere ser chamada) definitivamente assume o poder para comandar o Brasil pelos próximos 4 anos. Tenho certeza que ela elevará cada vez mais o nosso Brasil e ao final do seu governo poderemos finalmente nos orgulhar de ter eleito uma mulher para que dessa forma, mais mulheres assumam com competência e dignidade os postos que lhe são devidos, afinal também somos capazes. #orgulhosa.

O primeiro dia do ano terminou com o Pôr do Som, com Daniela Mercury, o primeiro pôr do sol do ano ao som da rainha do axé para saudar 2011! #ficaadica. Baianos e turistas se "esbaldam" ao som de música de qualidade e um show impecável como o de Daniela. Ano que vem tem mais.

Pois é minha gente, o ano de 2011 promete fortes emoções, como já foi apontado nas suas primeiras horas. E como uma boa escorpiana que sou, eu quero é mais!!! Ah, e quero agora!!!

Um beijo e good vibrations!!
Jamile Calheiros




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tchau 2010, Bem-vindo 2011!



Amigos queridos,



2010 está nas suas últimas horas de vida (só falta 48) e gostaria de aproveitar a oportunidade de agradecer por todo esse ano de 2010. Um ano feliz, um ano de paz, proteção e saúde. Um ano que, graças a Deus, tive todos vocês ao meu lado, uns mais distantes outros mais perto, mas sempre colados... Muito obrigada por cada um de vocês existirem na minha vida!!

Esse que foi um ano de muitas conquistas, um ano de muitas descobertas, sempre com altos e baixos (mas o que seria de nós se não fossem eles?), enfim 2010 ficará na história das nossas vidas.

Foi um ano intenso, corrido. Não foi dessa vez que o Brasil conquistou o Hexa, mas foi muito legal assistir aos jogos, torcer, vibrar. O ano de 2010 nos proporcionou isso. Foi um ano histórico, ano de eleições, pois foi nele que elegemos nossa primeira Presidente, que irá com muita honra governar o nosso país nos próximos quatro anos, uma conquista e tanto! Foi um ano que as crises mundiais acalmaram-se, mas em compensação o clima entrou em parafuso, mas um motivo para olharmos com mais carinho para o nosso Planeta.

Enfim, por todos esses motivos, despeço-me de 2010 com carinho pois ele nos proporcionou muitos acontecimentos e aprendizados.

E, agradeço a cada um de vocês a amizade, o carinho, a confiança e que possamos em 2011 estreitar cada vez mais os laços que nos une.

Desejo a todos muita saúde, paz, prosperidade, paciência, sabedoria e muitas realizações.

2011 será um grande ano, com certeza!!

Um abraço bem apertado.

Com carinho,

Jamile Calheiros

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tudo de novo!!?


O verão já chegou há alguns meses, mas só agora pude desfrutar da época mais agitada, vibrante e bonita da minha querida cidade. Ontem, 26 de dezembro, resolvi seguir a tradição e conferir mais um ensaio do Harém, esse que é com certeza um dos melhores ensaios do verão soteropolitano. O por que de toda essa fama? Porque ele a festa do verão que consegue reunir mais gente bonita por metro quadrado, por ter um preço relativamente acessível, fácil localização, amplo estacionamento, relativa infra-estrutura e por ter um público não tão juvenil. Super indico para quem quer curtir um final de tarde dominical, reencontrar amigos "das antigas", já que o anfitrião da festa ficou famoso por relembrar esse axé que fez a cabeça de tantos foliões nos idos dos anos 90.

No entanto, a cada ano que passa percebo que nada mudou, tudo continua igual (ou será que eu é quem continuo a mesma?). E é engraçado perceber que a cada ano, a cada Harém de natal me sinto num
 "deja vú", só que a cada festa percebo que apesar de ter feito parte desse contexto, não estou mais inserida ali. Já tiveram a mesma sensação?

Vou na maior empolgação, curto os primeiros minutos de festa com toda alegria e disposição e depois de algum tempo percebo que definitivamente este será meu último ensaio, que não tenho mais a cara de tudo aquilo ali, sinto um saudosismo, falta dos antigos amigos que hoje são homens e mulheres chefes de família e como foi bom e que nunca será melhor... Vixe!?
O que ocorre é que chego na festa e o retrato é o mesmo. Os mais jovens na porta, talvez já para sondar quem vai entrar, talvez para dar pinta já que não vão entrar mesmo, pois o dinheiro da mesada não comporta tal extravagância (quem não passou por isso, lembre-se da porta do Guetho no Candeal, que era mais divertido ficar do lado de fora do que lá dentro junto do calor timbaleiro).

No ensaio do Harém,os espaços já estão demarcados e é interessante visualizar essa sistemática. Do lado esquerdo de quem entra, embaixo do quiosque, estão as "celebridades", o "metiêzinho" de Salvador, aquela galerinha de sempre. Ao fundo contornando todo o entorno da festa e no meião estão os turistas enlouquecidos com toda aquela vibração, perto dos bares os soteropolitanos de olho nas suas paquerinhas soteropolitanas e na frente do palco precisamente do mesmo lado das celebridades estão localizados os donos dos estabelecimentos do ramo do entretenimento soteripolitano distribuindo simpatia, e por fim, os solteiros e solteiras cobiçados rodando por todos esses setores. E no meio de tudo isso, euzinha aqui, saudosista e conversando comigo mesma a todo o momento o que estou mesmo fazendo ali. Já não me encaixo mais em nenhuma categoria, visualizando tudo aquilo... risos.

Mas de qualquer forma, o verão de Salvador é lindo, as festas agitadíssimas que valem a pena conferir (muito de vez em quando, é claro), mas percebo que com o passar dos anos, as prioridades são outras e "tudo está como antes, no quartel de Abrantes".... Ah! Meus meus 20 anos...

Um beijo e até a próxima,
Jamile Calheiros

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

1 século de vida!

Gente,
Não podia deixar de compartilhar essa data tão especial para todos os membros da família Souza. Nossa querida mãe, vó, bisavó, tataravó (pois é, minha vó já tem tataraneto), amiga, sogra, completo no dia de hoje, 30 de novembro 100 anos. Há exatos 100 anos atrás no dia 30 de novembro de 1910, nascia Mariana de Souza (seu nome de batismo dado pelo pai que logo faleceu) e como foi criada pela sua mãe e padastro eles convencionaram chamar-lhe de Mariêta, esse povo de antigamente....
O fato é que nossa Mariêtinha ou simplesmente Mari, teve 12 filhos, sobrevivendo seus 9, sendo 7 mulheres e 2 homens. Dessa filharada nasceram 24 netos, 12 bisnetos e 1 tataraneta.
Mari, sempre foi aquela avó de verdade, companheira, amiga, que encobria nossas traquinagens das nossas mães, mas que também dava bronca e colocava de castigo.
Sempre foi assim, velhinha, mas forte e muito bem disposta. Quem a conhece admira o seu jeito doce de ser. Com seu jeito independente, até hoje se ressente de ter vivido tanto mas, ao mesmo tempo, agradece por ter ficado lúcida e saudável.
Por isso, no dia de hoje agradeço a Deus por ter tido uma avó tão maravilhosa e por ela ter estado comigo em TODOS os momentos da minha vida e de toda a família!!
Um beijo a todos e até a próxima,
Jamile

sábado, 27 de novembro de 2010

Pessoal, tudo bem???

Gostaria de compartilhar com vocês mais uma "chamada" de um experiente jurista postado no site http://www.conjur.com.br/ do Dr. Vladimir Passos de Freitas, que é desembargador federal aposentado e que tem know-how da profissional para compartilhar com nós, futuros advogados e operadores do Direito. Profunda reflexão. Será que estamos preparados? #ficaadica!
Um beijo e até a próxima,
Jamile


Os ônus e os bônus do bacharel em Direito

Conversando com uma orientanda da graduação, quintanista do curso de Direito da PUC-PR cujo trabalho de conclusão de curso versa sobre exploração de petróleo e meio ambiente, fiz-lhe a pergunta clássica: o que você vai fazer no ano que vem? Respondeu-me ela: há um mestrado sobre esta matéria no Rio de Janeiro, mas estou em dúvida se fico em Curitiba ou se tento o mestrado, tendo daí que mudar-me.

A dúvida é comum. Mas é apenas uma das muitas com que se defronta o profissional do Direito na sua caminhada profissional. A questão é saber como administrar as encruzilhadas da vida, qual o caminho a tomar quando dois se apresentam à nossa frente.

Durante a minha vida pude ver várias situações desse tipo e eu mesmo tive que enfrentar o problema. A primeira vez que o vislumbrei foi quando um colega de turma, funcionário de uma boa companhia, recusou-se a assumir o cargo de delegado de Polícia porque teria que mudar para uma cidade pequena, há cerca de 250 km. Foi um ato de prudência? Ou de covardia? Teria sido mais feliz? É difícil a resposta.

Para quem se vê diante de tal situação, a primeira regra é a de que é mais fácil arrepender-se do que fez do que não se fez. Exatamente. O não fazer é sempre a vitória do medo e mexe com a auto-estima. Se a pessoa fez um teste, um concurso, é porque queria a nova posição. Não assumir poderá ser uma frustração a carregar pelo resto da vida.

A segunda regra é a de avaliar o que se pretende da vida. Com calma. Por no papel as vantagens e desvantagens. Compartilhar a decisão com o parceiro, seja um marido com 60 anos ou a namorada adolescente. Ambos sofrerão as consequências, logo ambos devem decidir juntos. E com isto se sela um pacto de, no futuro, nenhum dos dois reclamar que a decisão tomada não foi a melhor.

Mas, afinal, o que será decidir da melhor forma? Bem, aí é necessário olhar por dentro. Perguntar-se: o que quero da vida?

Uma pessoa ambiciosa, que quer ficar rica ─ e nisto nada há de errado ─ não deve procurar cargo público. Melhor será a advocacia. E planejar bem sua carreira. Qual a área de mais futuro, o grau de concorrência, as perspectivas reais. Fixada a meta, encaminhar suas ações no caminho proposto. Conquista de clientes, networking, relações humanas, pós-graduação e o que mais for preciso. Terá poucos dias de férias, jantares por dever. É o preço.

Ao inverso, alguém com pretensões menores pode privilegiar um horário mais folgado, viver na própria cidade, conciliar trabalho e família. E se for assim, uma advocacia menos intensa pode ser a melhor solução.

Um espírito inquieto pode querer novos horizontes. Um curso no exterior pode ser uma boa oportunidade. Ou fazer carreira pública federal ou em outro estado. Já alguém sem o gosto para aventuras pode ser feliz sem sair do quarteirão onde nasceu. Ambos estão certos, tudo a depender do temperamento. O que sai do casulo tem mais emoções e também sofrimentos. O que fica tem menos dos dois.

Um agente do Ministério Público tem uma carreira belíssima. Todas as garantias do juiz (p. ex. 60 dias de férias mais 18 de recesso por ano) e o respeito da sociedade. Mas não deve irritar-se quando o juiz não atende seus requerimentos, pois quem pede não decide. E não deve também ser empresário da educação ou professor itinerante, pois a sociedade já lhe dá muito e quer em troca, com todo o direito, dedicação absoluta. É o seu ônus.

O defensor público tem uma carreira nova e promissora. Seu papel social é da máxima relevância e isto é e deve ser, por todos, reconhecido. Mas, conquistado este espaço que é seu por direito, não deve aspirar ocupar o espaço dos outros. Para dar um simples exemplo, surpreende saber da existência de uma ação civil pública para que advogados públicos ou particulares sentem na mesa de audiências ao lado do MP e consequentemente do juiz.

O juiz tem todas as garantias de segurança e estabilidade. Férias longas, vencimentos acima da média, status, não tem que alugar um escritório e nem pagar o condomínio. Mas isto tem um preço. Ao assinar o termo de posse, passa a ser uma pessoa visada. Lecionando, em uma balada ou jogando futebol, continua sendo juiz.. Aceitar promoções também gera dúvidas. O que será melhor, permanecer no interior, morar em uma casa grande e criar os filhos com facilidade ou enfrentar várias mudanças na busca da ascensão ao Tribunal. É o ganha/perde inevitável.

Servidores do Judiciário não podem ser incluídos em um único bloco. Há desde os bem remunerados, vivendo na capital e recebendo vencimentos por vezes maiores do que os dos juízes, até os que ganham pouco (na Justiça dos Estados) e vivem em distantes cidades do interior. Mas, não serem responsáveis pela decisão judicial tira-lhe um peso do qual magistrados não se livram. Não ter que mudar, fazer carreira, pode ajudar na condução da vida pessoal e familiar.

O professor de Direito tem um papel de enorme relevância. Todavia, se a faculdade de Direito (ou universidade) exige-lhes muito e paga pouco, devem computar fatores positivos implícitos que acompanham o contrato de trabalho. Por exemplo, um advogado professor pode ter seu escritório fortalecido na captação de clientes. As férias são maiores do que as dos funcionários comuns. Assim, os ônus (p. ex., alunos desinteressados) devem ser analisados com os bônus.

Para as mulheres o ato de optar tem dificuldades adicionais. Em sua maioria aspiram constituir família, ter filhos. Mais do que os homens, pois esta é a sua natureza. A aprovação em um concurso público pode significar ter que mudar-se para o interior ou outro estado. Ficar distante. A opção é difícil e deve ser tomada junto com o parceiro. O afastamento pode ser temporário e pode valer a pena. O que não pode é assumir o cargo e no dia seguinte começar a fazer pedidos de toda sorte para poder voltar. Por exemplo, invocar a proteção constitucional da família.

Enfim, ninguém na vida ganha tudo e sempre. Assim é a vida. O importante é pensar bem antes de escolher o caminho e depois, tomada a decisão, aproveitar a via escolhida valorizando o que ela oferece de bom. E ponto final

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Let´s run!


Olá, minha gente!

Mais um final de semana e com o verão a cada dia se aproximando a pedida é começar a correr. Mais não é apenas colocar um tênis e sair correndo, é fazer desse esporte um estilo de vida e constatar como sua qualidade de vida muda para melhor.
Comecei a correr há alguns meses e tudo não passou de uma brincadeira, eu dizendo aquela famosa máxima "o que vale é participar" e hoje estou aqui com meu corpo e alma pedindo mais. Mesmo com a vida atribulada que tenho, com várias atividades, horários a serem cumpridos, sempre tento ter um espaço para correr...
Tudo começou como curtição na corrida da Filla night run e desde já não parei mais. Ainda não sou uma corredora de maratona, ainda não consigo superar os obstáculos nem bater recordes, mas finco uma meta a cada corrida e semrpe tenho chegado lá, e como é grande a satisfação quando isso acontece... Correr liberta, correr estravasa nos momentos bons e ruins. Corro quando estou triste, corro quando estou alegre e percebo que os ganhos são mais que físicos e estéticos, são para a mente e sobretudo para a alma. Com o tempo pretendo aperfeiçoar, procurar ajuda profissional mais de perto e quem sabe virar uma maratonista nas poucas horas vagas que me restam.
Procuro sempre fazer exames físicos e cardiológicos regulares para verificar se está tudo ok com minha saúde, afinal ninguém está isento de ter um mal súbito.
Por isso, indoc muito a corrida para libertar, para passar alguns minutos do dia sem pensar em nada, só sentindo a respiração e a vibração e vocês verão como seu dia será outro com muito mais disposição, energia e principalmente saúde.
Não é necessário de início sair correndo. Uma boa caminhada por alguns minutos também é um bálsamo. Recomendo uma caminhada solitária, com um ipod ou simplesmente observando as imagens que vão aparecendo à sua frente ou na sua mente.
Ah, mais outra dica importante: Cuidado com a alimentação, ela é uma grande aliada para uma boa corrida.
Let´s run!! E, vamos trocar figurinhas sobre o assunto.
Um beijo e até a próxima,
Jamile

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

REFLEXÕES BRASILEIRAS



Ouço muito por ai que todos os políticos são corruptos, ladrões e outras coisas mais. Mas estas mesmas pessoas esquecem que são elas mesmas que fazem questão de contar como se fosse a melhor coisa do mundo que burlaram a receita federal emitindo notas frias, que furaram filas, que dão o jeitinho brasileiro, que compram e não pagam, só para citar algumas peripécias desse “ espertinhos”. Há bons políticos e maus políticos. Não só o Brasil, mas todo o mundo está cheio deles, assim como em qualquer profissão e setor da sociedade. No entanto, no caso dos políticos, cabe a nós colocar lá apenas os bons, os melhores ao contrário do que pode ocorrer numa empresa privada. Na iniciativa privada, não temos diretamente o poder de tirar do quadro aquelas pessoas que burlam o sistema, mas os políticos, só nós temos esse poder. É só parar para pensar: Se fazemos escolhas ruins, todo o sistema girará de forma discrepante atingindo as leis (pois quem as faz são eles – os políticos- já que o judiciário apenas as aplica) e assim a roda girará de forma irregular, gerando mais impunidade e incentivo para que haja mais corrupção.

Muitas vezes me perguntam por que pretendo entrar na política. Respondo com toda a certeza que não fui eu quem escolheu a política, mas foi ela quem me escolheu. Acho que foi um bom casamento, pois tenho vocação e gosto para a coisa, além de estar preparando-me ao longo da minha vida. Entretanto, às vezes me perguntam para que eu queira entrar na política. Com essa pergunta, respondo com uma negativa: Não vou mudar o mundo, nem o Brasil e nem tenho essa pretensão, mas quero, aliás, quero deixar minha contribuição para aqueles que precisam, até porque a política não é e nem será minha profissão, mas sempre uma vocação.

Por isso, vamos refletir sobre as nossas atitudes e pensamentos porque ficar de braços cruzados dizendo que o país não tem mais jeito é muito fácil sentar de camarote e criticar, mas arregaçar as mangas e pensar em soluções é mais complicado. Para que? Por que faria algo pelo Brasil? Por que não nos revoltamos, não reivindicamos? Se houvesse união em prol do Brasil, e não apenas na Copa do mundo, seria mais fácil encontrar soluções e pressionar os governantes para as nossas deficiências. Mas, ao contrário, nunca fazemos nada e sempre criticamos que tem interesse e vontade de fazer algo. Precisamos falar mais sobre política, conversar com nossa família e amigos para que cheguemos à melhor opção.

O Brasil já nasceu sendo um país explorado por pessoas corruptas e muitos desses hábitos foram herdados por nós e praticados até hoje depois de muitos anos. Uma forma de entender tudo isso é fazendo a leitura do livro 1808 de Laurentino Gomes, onde ele relata de forma bem humorada as agruras que o Brasil passou ao longo do tempo para que hoje fosse um país “livre”.

Vamos pensar mais no Brasil, independente dos governantes, vamos fazer o futuro que nós queremos, uma andorinha faz verão sim e se cada um fizer a sua parte com certeza teremos uma país muito melhor, porque é isso que importa!

Um abraço e até a próxima,

Jamile Calheiros